Lifelong learning: se não agora, quando?

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Lifelong learning: se não agora, quando?

Publicado em: 15/04/2020 às 10:00 Por VRS Academy
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por Vivian Rio Stella

 

Para muitos, o trabalho está em casa e a casa no trabalho: reuniões no zoom, com trilha sonora dos desenhos dos filhos na TV; lives com cenários que, antes, eram íntimos e, agora, tornam-se públicos; FaceTime para beijos e abraços virtuais em amigos e familiares.

E estamos todos aprendendo a viver em uma nova rotina, a usar novas ferramentas, a lidar com o volume de informação, a conviver nesse novo mundo em que empatia e colaboração são desafiadas pelas necessidades individuais e pelo confinamento (temporário).

Muitas empresas de tecnologia liberaram o uso de ferramentas online, outras tantas instituições de ensino permitiram acesso a seus cursos gratuitamente, conteúdos diversos distribuídos nos mais diversos canais. Escolas têm precisado ensinar e se comunicar de outra maneira com pais e alunos para continuar atuando e manter sua marca forte.

 

Em meio a tudo isso, mais do que a força das marcas ou estratégias de comunicação, é evidente que o futuro do trabalho está totalmente relacionado à aprendizagem. E essa afirmação, aparentemente banal, é tão complexa e transformadora como o conceito que já deveria nortear e norteará a cultura de aprender: lifelong learning.

 

A aprendizagem ao longo da vida vem sendo discutida há mais de 40 anos e, nos últimos 20, passou a ser a grande diretriz de organizações como Unesco, Lifelong Learning Plataform. Em 2017, ganhou destaque na imprensa ao ser capa e série de reportagens especiais na The Economist.

 

Empresas como Mastercard, AT&T, Netflix há algum tempo passaram a integrar aprendizagem à estratégia de negócios, não só considerá-la como ações de treinamento somente. Organizações que praticam aprendizagem de alto impacto atingem, em um período de 4 anos, um crescimento nos lucros 3 vezes maior do que empresas que não seguem uma abordagem semelhante. Não à toa 84% dos executivos concordaram que a aprendizagem é uma questão essencial (Tendências Globais de Capital Humano da Deloitte, de 2016). Esse e outros documentos têm comprovado a relação direta entre aprendizagem, engajamento dos funcionários e construção de uma cultura consistente no ambiente de trabalho.

 

Mas ainda associamos a aprendizagem ao espaço da sala de aula, seja física ou virtual, em que alguém é responsável por conduzir a jornada de aprendizagem.

 

Desconsideramos que a aprendizagem ocorre em contextos informais. Segundo uma pesquisa conduzida pela Degreed, as pessoas aprendem muito com pares, com seus superiores, mentores. Aliás, recorrer a pessoas é uma das formas preferidas dos aprendizes, mais até do que buscar na internet.

 

Por isso, empresas que valorizam a aprendizagem têm buscado criar uma cultura de lifelong learning, a aprendizagem ao longo da vida, o que significa integrar soluções e formatos de ensino formal, informal, não formal. Não significa apenas oferecer cursos online ou presenciais para atender a necessidades pontuais de desenvolvimento, mas sim ações integradas baseadas em diferentes modalidades de aprendizado (formal, informal, não formal), cultura de aprendizagem que incentive a autonomia e a corresponsabilidade dos aprendizes.

 

Na prática, empresas que vivenciam lifelong learning disponibilizam um valor anual para seus funcionários investirem na formação que quiserem; permitem que os funcionários escolham um assunto que dominem, ensinem seus colegas e ainda sejam premiados por isso; atuam com curadoria social, isto é, os profissionais sugerem e constroem de forma colaborativa os saberes, entre tantas outras ações integradas à cultura da empresa.

 

A aprendizagem, portanto, integra a estratégia empresarial, não é apenas um programa de desenvolvimento, conduzido por uma área específica e que sofre cortes diante do primeiro sinal de problema financeiro. Aliás, Bill Mc Dermott, CEO da SAP, acredita tão fortemente no desenvolvimento de habilidades de seus funcionários que prega que o único item do orçamento que nenhum gerente pode cortar é a aprendizagem.

 

Empresas que constroem uma cultura em que a aprendizagem faz parte de sua estratégia geral – sendo algo que os profissionais queiram e gostem de fazer – têm uma clara vantagem num cenário em que reinventar-se, aprender e reaprender são uma constante. Lifelong learning, portanto, precisa integrar a estratégia das empresas. Se não agora, quando?

 

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