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Somos parte do Projeto Pérola Negra, um grupo que através da sua arte dançante conscientiza seus membros da importância do negro na sociedade. A dança,embora ser a nossa base, jamais será o mais importante entre nós, pois os valores humanos e étnicos são nossos pilares.
A princípio a intenção dos idealizadores foi implementar a Lei 10639 na escola, pois foi solicitado pela supervisora pedagógica da escola, que na época, era Michele Marie Marçais Ladeira, atual diretora da escola, um número de dança sobre o tema, atendendo os alunos do 1º ao 5º ano, estando envolvidas as professoras Marta Lúcia, Elizan Caroline, Sheyla Costa, Marly do Carmo e os Militantes do Movimento Negro de Leopoldina Amaury da Silva Santos e Wagno da Rocha Antunes.
No início do ano de 2013, com os recorrentes casos de preconceito em uma sala de terceiro ano e a crescente procura para participar da dança de fim de ano, a professora Marly resolveu não deixar o assunto consciência negra para ser tratado apenas durante o mês de novembro, seguindo o que determina a lei 10639/03: iniciou o trabalho com os livros dos acervos Complementares enviados pelo MEC (Por que somos de cores diferentes?; Pretinho, meu boneco querido; O senhor das histórias; Canção dos povos africanos; Batuque das cores; A rainha da bateria; Histórias encantadas africanas,; Histórias de nossa gente; O herói de Damião em a descoberta da capoeira).
Foi trabalhado um livro a cada mês com o objetivo de mostrar aos alunos a sua ancestralidade numa turma com 80% deles sendo negros ou afro - descendentes.
A questão do preconceito ficava mais nítida nos momentos em que era pedido para fazer grupos de trabalho de livre escolha dos componentes e duas alunas negras, mais especificamente, eram as últimas a serem escolhidas, isso quando não ficavam sem grupos.
Por ser um assunto muito delicado para ser tratado de forma muito incisiva, a professora escolheu o método dos livros de histórias infantis porque é ouvindo-as que as crianças dão asas à imaginação e assim se sentem semelhantes aos demais seres do universo, sejam eles reais ou do fantástico mundo que a leitura é capaz de nos transportar.
A cada livro lido para a turma era feito um verdadeiro trabalho de interpretação para que se conhecesse o tema profundamente e paralelo a isso os alunos que já conheciam a coreografia da música “Pérola Negra” foram convidados a retomar os ensaios num período diferente do que frequentavam as aulas. Muitos desistiram devido à impossibilidade de voltar à escola à tarde, mas com isso Marly pode convidar toda a turma dela para fazer parte do grupo que até então não era reconhecido assim. Tamanha foi a surpresa ao ver que todas as alunas aceitaram prontamente o convite e compareciam assiduamente nos ensaios.
Nos momentos de ensaio é que o trabalho de conscientização acontecia, tanto para as crianças negras que se sentiam excluídas, quanto para as brancas que se julgavam superiores de alguma forma. No grupo é trabalhado o verdadeiro sentido de coletividade. Todos possuem os mesmos direitos e deveres.
Os ensaios foram iniciados e as crianças que resistiram, fez uma belíssima apresentação, digna de terem sido convidadas a participar de alguns eventos na cidade, fora do âmbito escolar durante o ano de 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e já estão em pleno cumprimento da Agenda do grupo neste ano de 2018.
Muitos alunos que iniciaram os ensaios desistiram antes da apresentação por relacionar a dança afro às religiões genuinamente africanas, independentemente de sua origem étnico racial. Percebemos aí que algo precisava ser feito para resgatar nos alunos o orgulho por seus ancestrais para que a partir daí eles pudessem se reconhecer como negros ou afrodescendentes.
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Somos parte do Projeto Pérola Negra, um grupo que através da sua arte dançante conscientiza seus membros da importância do negro na sociedade. A dança,embora ser a nossa base, jamais será o mais importante entre nós, pois os valores humanos e étnicos são nossos pilares.
A princípio a intenção dos idealizadores foi implementar a Lei 10639 na escola, pois foi solicitado pela supervisora pedagógica da escola, que na época, era Michele Marie Marçais Ladeira, atual diretora da escola, um número de dança sobre o tema, atendendo os alunos do 1º ao 5º ano, estando envolvidas as professoras Marta Lúcia, Elizan Caroline, Sheyla Costa, Marly do Carmo e os Militantes do Movimento Negro de Leopoldina Amaury da Silva Santos e Wagno da Rocha Antunes.
No início do ano de 2013, com os recorrentes casos de preconceito em uma sala de terceiro ano e a crescente procura para participar da dança de fim de ano, a professora Marly resolveu não deixar o assunto consciência negra para ser tratado apenas durante o mês de novembro, seguindo o que determina a lei 10639/03: iniciou o trabalho com os livros dos acervos Complementares enviados pelo MEC (Por que somos de cores diferentes?; Pretinho, meu boneco querido; O senhor das histórias; Canção dos povos africanos; Batuque das cores; A rainha da bateria; Histórias encantadas africanas,; Histórias de nossa gente; O herói de Damião em a descoberta da capoeira).
Foi trabalhado um livro a cada mês com o objetivo de mostrar aos alunos a sua ancestralidade numa turma com 80% deles sendo negros ou afro - descendentes.
A questão do preconceito ficava mais nítida nos momentos em que era pedido para fazer grupos de trabalho de livre escolha dos componentes e duas alunas negras, mais especificamente, eram as últimas a serem escolhidas, isso quando não ficavam sem grupos.
Por ser um assunto muito delicado para ser tratado de forma muito incisiva, a professora escolheu o método dos livros de histórias infantis porque é ouvindo-as que as crianças dão asas à imaginação e assim se sentem semelhantes aos demais seres do universo, sejam eles reais ou do fantástico mundo que a leitura é capaz de nos transportar.
A cada livro lido para a turma era feito um verdadeiro trabalho de interpretação para que se conhecesse o tema profundamente e paralelo a isso os alunos que já conheciam a coreografia da música “Pérola Negra” foram convidados a retomar os ensaios num período diferente do que frequentavam as aulas. Muitos desistiram devido à impossibilidade de voltar à escola à tarde, mas com isso Marly pode convidar toda a turma dela para fazer parte do grupo que até então não era reconhecido assim. Tamanha foi a surpresa ao ver que todas as alunas aceitaram prontamente o convite e compareciam assiduamente nos ensaios.
Nos momentos de ensaio é que o trabalho de conscientização acontecia, tanto para as crianças negras que se sentiam excluídas, quanto para as brancas que se julgavam superiores de alguma forma. No grupo é trabalhado o verdadeiro sentido de coletividade. Todos possuem os mesmos direitos e deveres.
Os ensaios foram iniciados e as crianças que resistiram, fez uma belíssima apresentação, digna de terem sido convidadas a participar de alguns eventos na cidade, fora do âmbito escolar durante o ano de 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e já estão em pleno cumprimento da Agenda do grupo neste ano de 2018.
Muitos alunos que iniciaram os ensaios desistiram antes da apresentação por relacionar a dança afro às religiões genuinamente africanas, independentemente de sua origem étnico racial. Percebemos aí que algo precisava ser feito para resgatar nos alunos o orgulho por seus ancestrais para que a partir daí eles pudessem se reconhecer como negros ou afrodescendentes.